Apesar de países como a Alemanha, Bélgica e República Tcheca serem
mundialmente conhecidos pela produção de cerveja há séculos, a história da
cerveja está diretamente ligada à origem da civilização. Não se pode afirmar
que a cerveja foi inventada. A cerveja foi descoberta por obra do acaso,
ou de Deus, para os que veem essa bebida como uma dádiva divina. Na
antiguidade, embora o homem já dominasse a técnica de produzir bebidas
fermentadas, pelo processo de malteação de grãos, como os sumérios e os
assírios, há 5000 anos desenvolveram a arte de fabricar cerveja. Porém,
acredita-se que o processo de fabricação da cerveja tenha surgido por acaso.
É bem provável que um grupo de agricultores tenha armazenado a colheita
dos grãos em vasos. Uma eventual chuva pode ter umedecido a porção que, em
seguida, foi posta para secar. O processo de produção de cervejas diz que é
preciso fazer uma espécie de sopa desses grãos umedecidos ou secos, um malte
verde. Se essa sopa ficou no tempo, abandonada, ela provavelmente sofreu um
processo de fermentação em virtude dos micro-organismos presentes na atmosfera.
A partir do açúcar, o álcool produzido pela fermentação desse mingau dá o
surgimento de uma cerveja primitiva.
Os povos começaram a deixar de ser nômades com essa descoberta e
começaram a cultivar cevadas e trigo intencionalmente, em vez de simplesmente
coletaram grãos selvagens para consumo. Porém, a cerveja provavelmente foi um
dos fatores que ajudaram a humanidade a se afastar da caça e da coleta, indo à
direção da agricultura e de uma vida sedentária baseada em pequenos
assentamentos. Embora as origens dessa antiga bebida permaneçam inevitavelmente
envoltas em mistérios e conjunturas, não há dúvida de que a vida diária dos
egípcios e mesopotâmios era impregnada de cerveja.
Os sumérios e os babilônios foram os primeiros a deixar para as gerações
posteriores um registro de como se fabricava cerveja. Um monumento conhecido
como Pedra Azul, que se encontra hoje exposto no Museu do Louvre em Paris, data
dos primórdios da civilização suméria, cerca de seis mil a.C. e contém
inscrições sobre a produção. Conforme registros, esses povos dominavam os
processos produtivos de mais ou menos 20 tipos de cervejas diferentes e o
principal deles dava origem a uma bebida conhecida como Sikaru, utilizada para
honrar os deuses e para alimentar os doentes.
No código de Hamurábi, escrito por volta de 1730 a.C. existem vários
sinais sobre a importância social da cerveja. Como por exemplo, o afogamento do
cervejeiro em sua própria bebida caso ela fosse intragável, pena de morte aos
sacerdotes que fossem encontrados em bares e também que a moeda de pagamento
pela venda da cerveja deveria ser em grãos de cereais.
Alguns anos mais tarde, a bebida chegou ao Egito - como demonstram hieróglifos - e, no país, passaram a ser produzidas variedades como a Cerveja dos Notáveis e a Cerveja de Tebas. Os egípcios divulgaram a cerveja entre os povos orientais e foram os responsáveis pelo ingresso da bebida na bacia do Mediterrâneo e, de lá, para a Europa e todo o mundo.
Alguns anos mais tarde, a bebida chegou ao Egito - como demonstram hieróglifos - e, no país, passaram a ser produzidas variedades como a Cerveja dos Notáveis e a Cerveja de Tebas. Os egípcios divulgaram a cerveja entre os povos orientais e foram os responsáveis pelo ingresso da bebida na bacia do Mediterrâneo e, de lá, para a Europa e todo o mundo.
Na Idade Média, vários mosteiros fabricavam cerveja, empregando diversas
ervas para aromatizá-la, como mírica, rosmarinho, louro, sálvia, gengibre e o
lúpulo, utilizado até hoje e introduzido no processo entre os anos 700 e 800.
Foi graças aos monges do mosteiro San Gallo, na Suíça, que o lúpulo começou a
fazer parte, definitivamente, da composição da cerveja. Os ingredientes básicos
da bebida são água, malte, lúpulo e leveduras. A variação desses ingredientes e
do processo de fabricação, no entanto, resultaram em diferentes tipos de
cerveja. Os mosteiros acabaram desempenhando um papel importantíssimo em
expandir o consumo da cerveja, já que na idade média, os mosteiros funcionavam
como hospedagem e abrigo para peregrinos, fornecendo não apenas um lugar para
descansar o corpo, mas alimentos, bebidas e conforto espiritual.
A Lei Alemã de Pureza (Reinheitsgebot) é o mais antigo código de
alimentos do mundo, pois ainda está em vigor na Alemanha. Foi instituída em,
1516 pelo duque Guilherme IV, da Baviera, com o objetivo de regulamentar o
processo de manufatura da cerveja. A Lei Alemã de Pureza estabelece que os
únicos elementos aceitos na fabricação de cerveja são: água, malte, lúpulo e
levedura.
Hoje em dia, a indústria cervejeira pode ser caracterizada por duas
grandes tendências: a primeira é representada pelas grandes fusões entre
gigantes cervejeiros, que criam empresas cada vez maiores e com vendas
impressionantes. A segunda é representada por pequenas e médias empresas que
desenvolvem produtos para apreciadores e baseadas nas tradições dos locais onde
se encontram implantadas.
No Brasil, a primeira cerveja fabricada foi a Bohemia, em 1853, marca
hoje pertencente à AmBev - Companhia de Bebidas das Américas. É uma cerveja
clara, do tipo pilsen, de médio teor alcoólico.



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